O novo aplicativo tem despertado bastante interesse, e durante 2020 foi conquistando celebridades como Oprah, Ashton Kutcher, Drake, Jared Leto, Chris Rock, e outros em uma lista crescente. Líderes de tecnologia também demonstraram interesse, e nos últimos dias chamou ainda mais atenção pela aparição de Elon Musk e Mark Zuckerberg.

Fundado por Paul Davison e Rohan Seth, o Clubhouse é uma plataforma de conversas em áudio, com foco na criação de salas que facilitam conversas diretas entre um grupo de pessoas ou entre um palestrante e um grupo. Funciona como uma espécie de podcast aberto, em que qualquer pessoa pode ouvir os chats de áudio que estão em andamento.

As salas podem ser criadas para uma variedade de propósitos: discussões temáticas, bate-papos com amigos, painéis digitais de formato aberto, pregar um sermão, planejar uma festa ou apenas conhecer novas pessoas. O aplicativo também oferece a possibilidade de chats privados. Além das salas, também existem clubes – grupos de usuários dedicados a um determinado tópico.

A plataforma foi lançada no início de 2020, num formato beta “estendido”, já possui mais de 600 mil usuários e está avaliada em cerca de US$ 100 milhões. Atualmente o Clubhouse é gratuito, mas está disponível apenas para download na App Store para iPhone.

Algo que tem corroborado para o burburinho extra a respeito da nova rede social é que só é possível entrar através de um convite. É possível se inscrever em uma lista de espera para receber um convite automático, mas não se sabe quando essa lista será processada. De qualquer forma, quem tem interesse pode já reservar um nome de usuário se desejar.

Quem não quiser tentar a lista de espera, precisará de um convite direto de outra pessoa que já usa o aplicativo – etapa que só aumentou a sensação de exclusividade do Clubhouse. Cada membro tem apenas um convite no início, além de mais três convites após uso extensivo.

Quando dentro, é possível verificar quais salas estão ativas no momento e quais estão programadas. Conforme o usuário começa a seguir pessoas e adiciona detalhes, o app vai mostrando salas com base em seus interesses.

Claro que como qualquer rede social, existem várias preocupações em relação à segurança e privacidade das informações. Porém, a principal preocupação que se tem levantado é a respeito das conversas que acontecem nas salas – quais são permitidas e como elas são controladas. O Clubhouse não possui meios de gravar conversas e armazená-las, o que dá espaço suficiente para o desenvolvimento de discursos de ódio, racismo, etc., sem que provas sejam deixadas.

Cada sala tem um moderador para sinalizar conteúdo impróprio ou perigoso, bem como silenciar ou remover usuários. Outros usuários também podem relatar uma conversa específica por violações. Mas se os moderadores não sinalizarem o conteúdo ou os usuários não denunciarem logo (antes que o áudio seja excluído automaticamente), uma sala do Clubhouse pode se tornar tóxica. Infelizmente, mesmo ainda em versão beta o app já enfrentou reivindicações de permitir o sexismo, racismo e assédio.

Quando confrontada, a empresa afirmou que “condena inequivocamente todas as formas de racismo, discurso de ódio e abuso, conforme observado em nossas Diretrizes da comunidade e Termos de Serviço, e tem procedimentos de confiança e segurança em vigor para investigar e resolver qualquer violação dessas regras”.

Como já mencionado, atualmente o aplicativo é apenas para convidados, mas espera-se que seja aberto a todos em um futuro próximo. Resta saber se a nova rede terá forças para se manter ativa diante das grandes plataformas já consolidadas.

Por: Agência de Bolso

Fontes: DigitalTrendsInsiderTheVerge e OlharDigital

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